Programação | CCON
11/12 a 17/02

MAC - Exposição

A arte e os ofícios de D.J. Oliveira; Cleber Gouvêa: Olhar orgânico; A cidade é o lugar e Parede.

  • A arte e os ofícios de D.J. Oliveira; Cleber Gouvêa: Olhar orgânico; A cidade é o lugar e Parede.

 

Sinopse do evento

165 obras de artistas modernos e contemporâneos, que ficarão em exibição de 12 de dezembro de 2012 a 17 de fevereiro de 2013, com entrada franca.

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ARTE MODERNA E CONTEMPORÂNEA DE GOIÁS EM QUATRO EXPOSIÇÕES SIMULTÂNEAS

 

MUSEU DE ARTE CONTEMPORÂNEA DE GOIÁS

CENTRO CULTURAL OSCAR NIEMEYER

 

 

O Museu de Arte Contemporânea de Goiás - Centro Cultural Oscar Niemeyer inaugura no dia 11 de dezembro, às 20 horas, o programa de quatro exposições montadas em seus espaços expositivos: A arte e os ofícios de D.J. Oliveira; Cleber Gouvêa: Olhar orgânico; A cidade é o lugar e Parede do Acervo: Amaury Menezes. O Programa, com curadoria assinada pelo artista plástico e diretor do Museu Divino Sobral, apresenta ao público 165 obras de artistas modernos e contemporâneos, que ficarão em exibição de 12 de dezembro de 2012 a 17 de fevereiro de 2013, com entrada franca.

 

A arte e os ofícios de D.J. Oliveira

 

Montada na Galeria D.J. Oliveira, a exposição monográfica A arte e os ofícios de D.J. Oliveira exibe obras do artista nascido em Bragança Paulista (SP), em 1932, e falecido em Goiânia, em 2005. Aqui fixado desde 1956, D.J. Oliveira trabalhou como cenógrafo, como professor e como artista. Nome mais importante da geração pioneira de artistas goianienses, também atuou na Escola Goiana de Belas Artes como mestre formador de artistas como Siron Franco e  Ana Maria Pacheco.

A arte e os ofícios de D.J. Oliveira reúne 72 obras nas categorias desenho, projeto de mural, xilogravura, calcografia, serigrafia, matrizes em ferro, latão e madeira, pinturas a óleo e a têmpera, dispostas por ordem cronológica, por categorias e por núcleos poéticos trabalhados pelo artista ao longo dos seus 50 anos de produção. A mostra faz o percurso de 1955 a 2005 e exibe raridades como uma das mais antigas pinturas do artista (uma “Madona” pintada em óleo sobre tela), a primeira matriz de gravura em metal gravada em Goiás em 1967, matrizes em ferro do álbum “Igrejas Históricas de Goiás” de 1973 e o desenho do mural “Economia Goiana”, realizado na fachada da antiga Reitoria da UFG. A arte e os ofícios de D.J. Oliveira destaca a linguagem narrativa e retórica do artista, executada com os códigos modernos, e mostra como ele, manuseando os instrumentos de seus diferentes ofícios, construiu sua poética com linguagem expressionista.

 

 

Cleber Gouvêa: Olhar orgânico

 

Montada na Galeria Cleber Gouvêa, a exposição monográfica Cleber Gouvêa: Olhar Orgânico mostra obras do artista nascido em Uberlândia, em 1942, e falecido em Goiânia, em 2000.  Aqui fixado desde 1962, Gouvêa se tornou, durante 30 anos de docência, um dos mais relevantes professores do antigo Instituto de Artes da UFG e, durante 40 anos, produziu expressiva obra, que conquistou premiações nas mais significativas mostras brasileiras: Bienal Internacional de São Paulo, Panorama da Arte Brasileira realizado pelo MAMSP, e o extinto Salão Nacional de Artes Plásticas promovido pela Funarte.

Cleber Gouvêa: Olhar Orgânico reúne 45 obras dispostas cronologicamente na montagem e apresenta algumas preciosidades desconhecidas do público: uma paisagem realizada quando o artista tinha 17 anos e ainda era estudante em Belo Horizonte; raras litografias produzidas no início da carreira; páginas de um caderno de desenho que mostram seu processo estrutural de criação; uma pintura do processo de abstração experimentado no final dos anos 60.

Cleber Gouvêa: Olhar Orgânico exibe significativa seleção de pinturas das principais fases do artista: paisagens da primeira fase iniciada com sua chegada à Goiânia e encerrada em 1967 e obras da última série, “Serra Dourada”, que marcou seu retorno ao tema da paisagem e concluiu sua investigação sobre a potência  tectônica, as forças geológicas e a energia  telúrica contidas nas montanhas, nas pedras e na terra.  

                                 

 

A cidade é o lugar

 

Montada na sala principal do MAC-GO, a mostra coletiva A cidade é o lugar reúne 14 artistas e 47 obras produzidas nos últimos 20 anos, formando um panorama das relações estabelecidas entre a arte contemporânea e a cidade de Goiânia. A mostra reúne trabalhos de diferentes categorias, como pintura, objeto, instalação, fotografia, grafite, vídeo e performance, que têm em comum o fato de usarem esta cidade como tema, suporte e lugar. Esses artistas testemunham a aceleração das mudanças de escala, a multiplicação dos espaços, o contínuo e crescente fluxo e o processo da história em construção. Mostram como a arte responde a esse ambiente, multiplicando nosso modo de ver a cidade, com linguagens repletas de urbanidade, comprometidas com as experiências cotidianas. As obras trabalham a cidade como lugar do ponto de vista da antropologia, como posição espaço-temporal de trocas culturais, materiais, afetivas e simbólicas e como local das vivências que desperta o sentido de pertencimento.

As pinturas de Pitágoras Lopes têm a cidade como tema e são executadas sobre suportes de madeira recolhidos do lixo urbano. Já as pinturas realistas de Enauro de Castro foram realizadas a partir de fotografias da praça à frente de sua residência. A fotografia de Luiz Mauro encena um drama temporal com objetos e pedras dispostos sobre o gramado do Parque Bosque dos Buritis. O tema das fotografias e da instalação de Anahy Jorge é a amnésia que afeta a memória da cidade. A instalação de Carlos Sena é uma espécie de crônica visual de Goiânia nos primeiros anos da década inicial do Século XXI. Dalton Paula emprega muros pintados como cenários de suas fotos ou velhas placas de endereços encontradas durante caminhadas pelas ruas na imagem do seu auto-retrato. Hortência Moreira desenvolve objetos pintados com nomes de bairros e de lojas, endereços e números de telefones. A instalação de Edney Antunes dá voz aos excluídos e transeuntes do Centro de Goiânia por meio de um varal de camisetas.

Na instalação de ZéCésar, um grande mapa de Goiânia é sulcado no papelão de embalagens, cotidianamente descartado pelos comerciantes nas ruas. Os edifícios são vistos nas fotografias de Marcus Freitas refletidos no corpo metálico dos carros. As fotografias de Caio Reisewitz exibem uma cidade de plasticidade sofisticada onde a urbanidade vive emoldurada pela natureza. Os grafites de Santhiago Selon estão inseridos tanto na paisagem urbana quanto no interior do Museu como uma pintura parietal. O Grupo Empreza apresenta um vídeo que registra um performer se arrastando pela Av. Anhanguera. No vídeo de Glayson Arcanjo, uma frase escrita com pó sobre o asfalto da Avenida Tocantins se desfaz em meio ao trânsito urbano.

 

 

Parede do Acervo: Amaury Menezes

 

O MAC-GO inaugura o programa Parede do Acervo, montado no mezanino, em diálogo com a exposição A cidade é o lugar. O Programa apresenta significativas peças do acervo que geralmente ficam restritas à Reserva Técnica. Amaury Menezes (1930) é o artista homenageado com a exibição de duas obras datadas do início dos anos 1990: uma pintura a óleo sobre tela que registra uma banca de revista na Praça do Bandeirante e uma aquarela sobre papel que fixa o nome da extinta Caixego, os velhos modelos de ônibus e da farda dos militares que transitavam por Goiânia naquela época. Paisagens goianienses, cenas urbanas que funcionam como crônicas visuais sobre a vida cotidiana da cidade, registros que indiciam além da arquitetura, dos aparelhos e dos personagens urbanos, o ambiente, o clima e a luz de Goiânia. Acompanha as duas obras de Amaury um exemplar de seu livro “Da caverna ao museu: Dicionário das artes plásticas em Goiás”, editado em 1998.

 

 

SERVIÇO

 

Exposições: A arte e os ofícios de D.J. Oliveira; Cleber Gouvêa; Olhar orgânico; A cidade é o lugar; Parede do Acervo: Amaury Menezes.

 

Período de exposição: de 12 de dezembro de 2012 a 17 de fevereiro de 2013.

 

Horário de funcionamento:  terça a sexta, das 9 às 12 e das 14 às 17 h. Sábados, Domingos e feriados, das 10 às 16 h.

 

Local: Museu de Arte Contemporânea de Goiás - Centro Cultural Oscar Niemeyer.

 

Endereço: Avenida Deputado Jamel Cecílio, nº 4490, Setor Fazenda Gameleira, Goiânia / GO.

 

CONTATOS

 

Centro Cultural Oscar Niemeyer/ Museu de Arte Contemporânea: (62) 3201-4916/ 3201-4903/ 3201-4686

 

Curador Divino Sobral: 8594-6594