Programação | CCON
20/11

Homenagem ao Centenário de Escritores Goianos

Centenário de Escritores Goianos

  •  Centenário de Escritores Goianos

 

Sinopse do evento

 

A Secretaria de Estado de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) realiza no próximo dia 20 de novembro uma homenagem aos escritores José J. Veiga, Bernardo Élis, Eli Brasiliense e Carmo Bernardes, que completariam 100 anos de vida em 2015. A celebração será em Goiânia e consiste em uma roda de conversa, aberta ao público, em que outros quatro grandes nomes da cultura goiana falam sobre os homenageados. Gilberto Mendonça Teles fala sobre José J. Veiga; Miguel Jorge sobre Bernardo Elis; Bariani Ortencio sobre Eli Brasiliense; e Lêda Selma sobre Carmo Bernardes.

 

O evento comemora o centenário destes quatro notáveis escritores, que contribuíram de forma expressiva e valiosa com a cultura brasileira produzida em Goiás, e será realizado às 19h30, no Auditório Lygia Rassi, no Centro Cultural Oscar Niemeyer(CCON), unidade da Seduce.

 

 

Mídias Sociais

facebook    youtube   

Homenageados – Expoentes da literatura feita em Goiás, os homenageados estão entre os principais nomes que mais contribuem com a cultura goiana e seu reconhecimento no país e internacionalmente.

 

José J. Veiga - José Jacinto Veiga nasceu em 2 de fevereiro de 1915, em Corumbá de Goiás e faleceu no dia 19 de setembro de 1999, no Rio de Janeiro.

 

Publicou, entre outros: Os cavalinhos de Platiplanto (contos), 1959; A hora dos ruminantes (romance), 1966; A máquina extraviada (contos), 1967; Sombras de reis barbudos (romance), 1972; Os pecados da tribo (novela), 1976; O professor Burrim e as quatro calamidades, 1978; De jogos e festas (novelas), 1980; Aquele mundo de Vasabarros (romance), 1982; Torvelinho dia e noite (romance), 1985; A casca da serpente (romance), 1989; O risonho cavalo do príncipe (romance), 1992; O relógio Belisário (romance), 1995; Tajá e sua gente, 1997; Objetos turbulentos (contos), 1998.

 

José J. Veiga ganhou, em 1997, o Prêmio Machado de Assis, concedido pela Academia Brasileira de Letras, reconhecendo a importância do conjunto de sua obra.

 

Bernardo Élis - Bernardo Élis Fleury de Campos Curado nasceu em 15 de novembro de 1915, também em Corumbá de Goiás e faleceu em 30 de novembro de 1997 na mesma cidade.

 

Único goiano a entrar para a Academia Brasileira de Letras, Bernardo Élis foi o quarto ocupante da Cadeira 1, eleito em 23 de outubro de 1975, na sucessão de Ivan Lins e recebido pelo Acadêmico Aurélio Buarque de Holanda Ferreira em 10 de dezembro de 1975.

 

Além de poeta, contista e romancista, Bernardo Élis também foi advogado e professor. Em 1956 escreveu “O Tronco”, considerado por muito como sua obra mais importante. Também é autor de “Ermos e Gerais”, “Os Melhores Contos”, “Veranico de Janeiro”, “Primeira Chuva”, entre outros.

Bernardo Élis recebeu os prêmios José Lins do Rego (1965) e Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro (1966), pelo livro de contos "Veranico de Janeiro" (1966). "Caminhos e Descaminhos" (1965) lhe rendeu o Prêmio Afonso Arinos, da Academia Brasileira de Letras. Recebeu também o Prêmio Sesquicentenário da Independência pelo estudo "Marechal Xavier Curado, Criador do Exército Nacional" (1972). Em 1987, recebeu o Prêmio da Fundação Cultural de Brasília, pelo conjunto de obras, e a medalha do Instituto de Artes e Cultura de Brasília.

 

Eli Brasiliense – Eli Brasiliense Ribeiro nasceu em Porto Nacional, à época em Goiás, hoje estado do Tocantins, em 18 de abril de 1915 e faleceu em 05 de dezembro de 1998 em Goiânia. 

Em 1949, através do prêmio Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos Eli publicou seu primeiro romance; “Pium – nos garimpos de Goiás”. Em 1954, “Bom Jesus do Pontal”. Dois anos depois, lançou o romance urbano que conta o surgimento da nova capital de Goiás, Goiânia, intitulado “Chão Vermelho”. Também escreveu, entre outros, “Rio Turuna”, “Um Grão de Mostarda”, “A Morte do Homem Eterno”, e “Uma Sombra no Fundo do Rio”, considerado por muitos críticos sua obra-prima.  

 

Escritor, filólogo, romancista e ensaísta, Eli Brasiliense também foi jornalista.

Em 1957, entrou para a Academia Goiana de Letras, da qual foi presidente de 1961 a 1964.

 

Carmo Bernardes – Carmo Bernardes da Costa nasceu em Patos de Minas, Minas gerais em 2 de dezembro de 1915 e faleceu em 25 de abril de 1996, em Goiânia. Veio para Goiás, ainda criança, como conta Bariani Ortencio “A saga do mineiro-goiano, mais goiano do que mineiro, iniciou em 1920, quando, com 5 anos de idade, arribou caminho de Patos de Minas”.

 

Contista, cronista, romancista, crítico de arte, Carmo Bernardes foi um dos maiores regionalistas goianos e um dos nomes mais expressivos da literatura sobre o Cerrado e o sertão do país.

 

Foi Membro da Academia Goiana de Letras e recebeu prêmios internacionais de Literatura. Entre suas obras: Reçaga, Rememórias I e II, Vida mundo, Jurubatuba, Idas e vindas, Ressurreição de um caçador de gatos, Santa Rita, Nunila, Quarto crescente, Memórias do vento, Jângala: Complexo Araguaia, Força da nova.

Publicou dezenas de livros, estudos, participou de tantos do programa Frutos da Terra, esteve por muitos anos ensinando sobre o mato, o cerrado, o sertão, a culinária e o receituário sertanejo, ao lado de Bariani Ortêncio e Hamilton Carneiro. Publicou textos em todos os jornais goianos, notadamente no Cinco de Março, Diário da Manhã, O Popular e Folha de Goiaz.

 

Fonte: SEDUCE GOIÁS