Programação | CCON
05/04

Café de Ideias

Flávio Gikovate, psicanalista

  • Flávio Gikovate, psicanalista

 

Sinopse do evento

Conferência: Sexualidade sem fronteiras

 

Mídias Sociais

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5 de abril (sexta-feira) –  Flávio Gikovate, psicanalista

Conferência: Sexualidade sem fronteiras

Resumo:

Embora no século XX o surgimento da psicanálise e a revolução sexual tenham contribuído para aumentar as discussões em torno da sexualidade, poucos avanços ocorreram de fato nesse campo da existência humana. Preocupados com o desempenho; o número de relações sexuais por semana; a quantidade de orgasmos; a competência; a exuberância; homens e mulheres se perderam. Regras, dicas e normas se acumulam sem que percebamos que liberdade e obrigação definitivamente não combinam.

Biografia (quem é Flávio Gikovate)

Desde 1966, quando se formou médico psiquiatra pela USP e foi assistente clínico do Institute of Pschiatry na London University, Flávio Gikovate teve uma certeza sobre sua carreira: nunca se filiaria a escolas ou aceitaria doutrinas acadêmicas. Isso não quer dizer, claro, que não sofreria influências de vários pensadores. Sua grande fonte de inspiração como escritor, no entanto, em 43 anos de carreira, tem sido os seus próprios pacientes. Cerca de 8 mil já passaram pelo seu consultório. Hoje, ele já atende muitos pacientes em Nova York e Londres.

Entre as obras de sua autoria, estão: Dá pra ser feliz... Apesar do medo, O mal, o bem e mais além – Egoístas, generosos e justos, Uma história do amor...Com final feliz, Sexo, Nós, os humanos, Ensaios de amor e solidão, Homem: o sexo frágil?, A liberdade possível, Uma nova visão do amor e Cigarro: um adeus possível todas publicadas pela MG Editores. Pela Saraiva, lançou Super dicas para viver bem e ser mais feliz, que já foi traduzido em quatro línguas: italiano, espanhol, árabe e francês. Também possui livros publicados pela Moderna. Em 2009, lançou a versão em espanhol de Uma história do amor...Com final feliz, pela editora colombiana Panamericana Editorial. O livro também ganhou versão em inglês, ao lado de O Mal, o bem e mais além – Egoístas, generosos e justos e Sexo. No fim de 2009, lançou pela Editora Globo o livro No divã do Gikovate.

 

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17 de abril (quarta-feira) – Roberto DaMatta, antropólogo

Conferência: Palpites sobre o Brasil

Resumo:

As novas tendências para o Brasil: para onde caminhamos?  Modernização ou desenvolvimento? O Brasil tem hoje sua vocação democrática estabelecida. Ainda assim, lida com dilemas da igualdade numa sociedade com um perfil aristocrático, reportando a nossa formação social luso, voltada ao comércio. O trânsito nas grandes cidades mostra a nossa alergia a igualdade perante as leis e aos outros.

Biografia

Graduadado e licenciado em História pela Universidade Federal Fluminense (1959 e 1962). DaMatta possui curso de especialização em Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (1960); mestrado (Master in Arts) e doutorado (PhD) em 1969 e 1971 respectivamente pela Universidade Harvard. Foi Chefe do Dept. de Antropologia do Museu Nacional e Coordenador do seu Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (de 1972 a 1976). É Professor Emérito da Universidade de Notre Dame, USA, onde ocupou a Cátedra Rev. Edmund Joyce, c.s.c., de Antropologia de 1987 a 2004. Atualmente é professor associado da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e da Universidade Federal Fluminense.

Estudioso do Brasil, de seus dilemas e de suas contradições, mas também de seu potencial e de suas soluções, DaMatta não se afasta de seu país mesmo quando desenvolve outros temas. A comparação com o Brasil é inevitável em sua obra. DaMatta revela o Brasil, os brasileiros e sua cultura através de suas festas populares, manifestações religiosas, literatura e arte, desfiles carnavalescos e paradas militares, leis e regras (quando respeitadas e quando desobedecidas), costumes e esportes. Daí surge um Brasil complexo, que não se submete a uma fórmula ou esquema único. Para DaMatta, o Brasil é tão diversificado como diversificados são os rituais, conjunto de práticas consagradas pelo uso ou pelas normas, a que os brasileiros se entregam. Todos esses temas são abordados em sua relação com duas espécies de sujeito, o indivíduo e a pessoa, e situados em dois tipos de espaço social, a casa e a rua.

 

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10 de maio (sexta-feira) – Márcia Tiburi, filósofa

Conferência: Filosofia Pop – Uma Investigação Sobre A Cultura Contemporânea De Massas

Resumo:

O que pode acontecer quando a reflexão filosófica chega ao campo da cultura POP? Que cultura é esta e que filosofia resulta de sua análise? Trata-se de conformismo, adesão ou crítica? De que filosofia estamos falamos? Sabemos que a reflexão conceitual se modifica em função de seu objeto, de seus temas. O que pode haver de relevante a ser pensado conceitualmente no campo POP?

Qual o nexo entre Cultura de Massas, Indústria Cultural e Cultura POP? Qual o papel dos meios de comunicação na produção das massas e de sua cultura? O pensamento reflexivo participa dessa produção ou a critica? Questionar o fenômeno do “pop”, compreender suas características e peculiaridades é a intenção que gera este debate urgente em nosso tempo.

Biografia

Marcia Tiburi é graduada em filosofia e artes e mestre e doutora em filosofia pela UFRGS. Publicou diversos livros de filosofia, entre eles“As Mulheres e a Filosofia” (Ed. Unisinos, 2002), O Corpo Torturado (Escritos, 2004), Diálogo sobre o Corpo (Escritos, 2004), “Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero” (EDUNISC, 2008), “Filosofia em Comum” (Ed. Record, 2008), “Filosofia Brincante” (Record, 2010, indicado ao Jabuti em 2011), “Olho de Vidro” (Record 2011) e “Filosofia Pop” (Ed. Bregantini, 2011). Publicou os romances Magnólia (2005, indicado ao Jabuti em 2006), A Mulher de Costas (2006) e O Manto (2009) da chamada Trilogia Íntima.  Em 2012 lançou seu quarto romance “Era meu esse Rosto” (Record). É professora do programa de pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie e colunista da revista Cult.

 

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5 de junho (quarta-feira) – Flávio Kothe, filósofo

Conferência: Nietzsche e a fábula do mundo verdadeiro

Resumo:

Nietzsche anotou  que um protozoário, tendo capacidade de perceber o que lhe seria benéfico ou pernicioso e tratando de reagir de acordo e exercer a sua vontade, teria, portanto, os três vetores da alma: inteligência, afeto e vontade. Ele vai mais longe: diz que a lua pode perceber a aproximação de um asteroide, tratar de fazer com que ele se aproxime, para acabar por incorporá-lo à sua massa. Ou seja, ela, a lua, teria também as marcas da inteligência, do afeto e da vontade atribuídas à alma. Ele reconhece que a filosofia de sua época não estava aberta ainda a essas possibilidades do pensar. Deixava, no entanto, sugerido que se deveria tirar o homem do trono em que ele havia se colocado.

Biografia

Flávio R. Kothe é professor titular de estética na Universidade de Brasília. Licenciado, mestre, doutor, livre-docente, fez pós-doutorado em Yale, Heidelberg, Berlim, Constança. Foi professor titular visitante nas Universidades de Rostock, UFRGS e no Instituto de Estudos Avançados da USP. Tem mais de trinta livros e de trezentos trabalhos publicados nas áreas de ensaio, tradução, poesia e ficção. Do espólio de Nietzsche, traduziu e publicou pela Editora da UnB: Fragmentos finais, 2002, 2.a edição 2007; Fragmentos do espólio (julho de 1882 a inverno de 1883/1884), reeditado em 2008; Fragmentos do espólio — primavera de 1884 a outono de 1885, 1ª edição 2008. Na mesma Editora publicou: - A narrativa trivial, 2.a edição 2007; O cânone colonial, 1997; O cânone imperial, 2000; Fundamentos da teoria literária, 2002; O cânone republicano, vol. I, 2003; O cânone republicano, vol. II, 2004; Ensaios de Semiótica da Cultura, 2011.